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Caro leitor,
É com muito entusiasmo que anunciamos que a Apodemo acaba de lançar a 1ª edição do Prémio APODEMO Investigação Estudante, uma iniciativa que visa aproximar o meio académico da realidade dos estudos de mercado e de opinião, incentivando estudantes do Ensino Superior a conhecer, aplicar e valorizar as metodologias e técnicas de investigação que sustentam a atividade do nosso setor. Nesta primeira edição o prazo de candidaturas decorre entre 15 de outubro e 11 de dezembro de 2026.
Este prémio tem como objetivo distinguir e divulgar os melhores trabalhos académicos desenvolvidos com recurso a métodos de investigação utilizados nos estudos de mercado e de opinião, reconhecendo a excelência científica, a inovação metodológica e o contributo destes trabalhos para uma melhor compreensão da sociedade e dos seus desafios.
Ao promover o contacto entre a academia e as empresas do setor, o Prémio APODEMO Investigação Estudante contribui para a formação de futuros profissionais, para a valorização da investigação aplicada e para o reforço da relevância dos estudos de mercado e opinião na tomada de decisão de organizações públicas e privadas.
Esta iniciativa contou com o contributo das empresas: Hmr, Intercampus, Marktest, NiQ, Spirituc e Worpanel by Numerator, que se associaram a ela como patrocinadoras deste Prémio.
Segundo os dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, através da sua base estatística Pordata, no ano letivo de 2024/2025 havia 2.078.116 alunos inscritos no sistema educativo português, mais 9.326 do que no ano letivo anterior. Este crescimento resulta sobretudo do aumento de cerca de 9 mil alunos no 1º ciclo do ensino básico e de quase 8 mil no ensino superior.
Em 2024/2025, o ensino superior ultrapassou os 456 mil inscritos, mais 2% do que no ano anterior, mais 15% do que há cinco anos e mais 30% do que há dez. Este crescimento resulta sobretudo do aumento do número de estudantes em licenciaturas e mestrados. Em 2024/205, registou-se também um aumento de 5.844 alunos em cursos TeSP e 4.753 em doutoramentos.
A Esomar/WAPOR lançou uma atualização do Guia: Guideline on Opinion Polls and Published Surveys onde apresenta orientações práticas para a realização, divulgação e publicação de sondagens de opinião de forma ética, profissional e transparente.
A edição de 2026 reflete mudanças importantes no contexto da investigação, incluindo a crescente utilização de métodos online e mistos, o maior escrutínio sobre as sondagens eleitorais, a utilização de tecnologias emergentes, como a IA e os dados sintéticos, e a necessidade de uma maior clareza na divulgação de informação quando os resultados das sondagens são publicados, reutilizados ou agregados.
Recorde-se que, na sequência das eleições suecas, os institutos de sondagens do país enfrentaram fortes críticas e pressão política relativamente aos resultados pré-eleitorais. Perante a convocatória do partido governamental para explicar as diferenças entre as sondagens e o resultado eleitoral, a Novus recusou participar, considerando que ceder a este tipo de pressão compromete a independência científica e alimenta a ideia errada de que as sondagens são previsões, quando são, na realidade, retratos da opinião pública num determinado momento.
A EFAMRO - Federação Europeia das Associações de Organizações de Estudos de Mercado, da qual a Apodemo é membro associado, tem prestado aconselhamento aos seus membros sobre a nova legislação da UE, em particular sobre possíveis alterações ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) e ao Regulamento Inteligência Artificial (AI Act), e continua a publicar Relatórios de Monitorização sobre desenvolvimentos a nível europeu e mundial. Entre os temas recentemente abordados encontram-se a pseudonimização, as transferências de dados do Espaço Económico Europeu (EEE) para a China, as coimas em matéria de proteção de dados, os desenvolvimentos relativos ao AI Act, a evolução da regulamentação da UE sobre cookies e as propostas do EU Digital Omnibus. Estes temas são relevantes para a ISO 20252.
Por cá, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) lançou um novo Canal Prioritário, que se destina à participação de acesso indevido a dados de menores, recolha de imagem/som com conteúdo sensível/violência sem consentimento, bem como de publicidade direcionada a menores. O canal pode ser utilizado pelas próprias crianças e jovens, bem como por qualquer cidadão que detete a partilha ilícita destes conteúdos.
Já no que diz respeito à cibersegurança e segurança digital, a AMD lançou o Detector de Burla, uma plataforma gratuita dirigida aos consumidores, às empresas e aos profissionais de marketing, criada para ajudar a identificar potenciais sinais de risco em comunicações suspeitas e contribuindo para um ecossistema digital mais seguro e confiável.
| ESTUDOS
No Relatório de Migrações e Asilo 2025, da AIMA, Portugal tinha no final de 2025 um total de 1.585.854 cidadãos estrangeiros a residir no país (inclui os cidadãos estrangeiros com títulos de residência válidos, os que possuem processos de regularização em curso, bem como aqueles abrangidos por autorizações emitidas ao abrigo de instrumentos legais específicos), mais 42 mil que no ano anterior. Entre as várias comunidades presentes, destacam‑se de forma muito expressiva as nacionalidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que continuam a desempenhar um papel central na dinâmica migratória nacional. A população potencialmente ativa, que representa 84,6% do total de cidadãos estrangeiros residentes, correspondente aos grupos etários entre os 18 e os 64 anos.
| NÚMEROS
Segundo dados do Inquérito Nacional de Saúde 2025 (INS 2025) do INE, 40,4% da população entre os 35 e os 44 anos consumiu medicamentos sem receita médica em 2025, por comparação com fármacos prescritos.
| CONJUNTURA
Conforme a análise do INE do final do mês de setembro o indicador de confiança dos Consumidores diminuiu em agosto e setembro, após ter aumentado nos três meses anteriores.
A evolução do último mês resultou dos contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, assim como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar.
O indicador de clima económico diminuiu em setembro, após ter aumentado no mês anterior.
Os indicadores de confiança aumentaram na Indústria Transformadora e nos Serviços, tendo diminuído no Comércio e na Construção e Obras Públicas.
Os saldos de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentaram em todos os setores, de forma expressiva na Indústria Transformadora, nos Serviços e no Comércio, e moderadamente na Construção.
Boas leituras e reflexões!
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