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Caro leitor,
Segundo o Eurobarómetro Especial da União Europeia, sobre a Inteligência Artificial e o futuro do trabalho, “a maioria das pessoas na Europa acredita que as tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial, têm um impacto positivo nos seus empregos, na economia, na sociedade e na qualidade de vida. 62% dos europeus veem os robôs e a IA de forma positiva no trabalho e 70% acreditam que isso melhora a produtividade. Embora a maioria apoie a utilização de robôs e IA para tomar decisões no trabalho, 84% dos europeus consideram que a IA requer uma gestão cuidadosa para proteger a privacidade e garantir a transparência no local de trabalho.”
Roxana Mînzatu, Vice-Presidente Executiva responsável pelos Direitos Sociais e Competências, Emprego de Qualidade e Preparação, afirmou: “A inteligência artificial tornou-se parte integrante do local de trabalho moderno. Temos de a utilizar de uma forma que ajude e proteja os trabalhadores. Dispomos de uma base sólida de regras, com o nosso Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, legislação sobre IA e a Diretiva do Emprego através de uma plataforma. Vamos analisar a forma como estas regras são aplicadas para lidar com o impacto da IA no mercado de trabalho como um todo. Os resultados do inquérito estão em consonância com um dos principais objetivos da bussola para a competitividade da União Europeia, ou seja, a integração das tecnologias digitais e da IA nos locais de trabalho para impulsionar a inovação e a produtividade. A UE afetou 2 mil milhões de euros ao abrigo do programa do Fundo Social Europeu (FSE +) e 23 mil milhões de euros no âmbito do Fundo de Recuperação e Resiliência (FRR) aos Estados-Membros, para apoiar o desenvolvimento de competências digitais. O programa Europa Digital também investiu 580 milhões de euros para melhorar as competências digitais entre 2021 e 2027”.
No passado 29 de janeiro, a EFAMRO (Federação Europeia de Investigação), realizou uma reunião sobre Diversidade, Equidade e Inclusão, que teve como orador convidado, Christoph Welter, que falou sobre a forma como as empresas de estudos de mercado podem incorporar a diversidade, a equidade e a inclusão nas práticas empresariais e quotidianas. Adicionalmente, a Vice-Presidente da EFAMRO, Debrah Harding, forneceu informações sobre as iniciativas de DEI já em vigor no Reino Unido. A reunião proporcionou uma visão aprofundada de partilha de métodos de melhores práticas para incorporar a DEI nas empresas e em toda a cadeia de fornecimento de estudos de mercado, para além-fronteiras.
|Tendências
A IDC apresentou o estudo “FutureScape: Worldwide Digital Business and AI Transformation 2025 Predictions", em Lisboa, onde partilhou as 10 principais previsões que vão marcar as estratégias de transformação digital e de IA para os próximos cinco anos, para que as organizações se tornem, cada vez mais, empresas digitais e consigam transformar os seus recursos de IA. Segundo dados da International Data Corporation (IDC), as despesas com IA vão crescer a um ritmo duas vezes superior ao das despesas globais com tecnologia digital, gerando um impacto económico global de mais de 7,6 biliões de dólares, até ao final de 2027.
|Números
Um estudo recente da Forrester que se focou nas cinco maiores economias da Europa Ocidental: França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, prevê um aumento significativo no comércio eletrónico na Europa nos próximos cinco anos. As vendas online na região deverão ter um aumento de 45% entre 2024 e 2029, de 389 mil milhões de euros para 565 mil milhões de euros. No que respeita ao comércio físico, a taxa de crescimento anual composta está projetada em apenas 1,7% até 2029, uma desaceleração em comparação com os 4,1% em 2023 e os 8,9% em 2022. Esta tendência reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que está a migrar progressivamente para as compras online.
Também um estudo “Our Life with AI: From innovation to application”, elaborado pela Ipsos para a Google, mostra que o entusiasmo pela IA ultrapassa em 57% as preocupações à medida que sua adoção aumenta e supera agora as preocupações sobre os riscos da sua implementação em 43%, em contraste com a proporção de 50%-50% do ano anterior. Além disso, 59% dos inquiridos considera mais importante promover os avanços na ciência, medicina e outros campos do que proteger as indústrias afetadas através de regulamentação (41%).
Em termos de benefícios, 49% considera que a IA mudará a economia de forma positiva, um aumento em relação aos 42% anteriores. Além disso, 58% acredita que a IA transformará positivamente os empregos e as indústrias nos próximos cinco anos, mais seis pontos percentuais. No que diz respeito às aplicações, os principais impactos da IA estão relacionados com descobertas científicas e avanços na medicina. Entre os usos mais valorizados estão o auxílio no diagnóstico precoce de doenças como cancro ou tuberculose (89%), o apoio em exames de pacientes em neurocirurgias (89%), a assistência a equipas de emergência na monitorização de incêndios (89%) e o fornecimento de informações sobre segurança (88%). Este estudo contou com a participação de entre 21.043 adultos de 21 mercados nos meses de setembro e outubro de 2024, e abordou a perceção e os usos da IA, bem como as vantagens que se procuram extrair desta tecnologia.
Segundo o relatório “Goodbye Clicks, Hello AI Zeo Click Search”, o uso crescente dos motores de busca com inteligência artificial (IA) e dos resumos gerados automaticamente revolucionou o comportamento tradicional de pesquisa online, por disponibilizarem as respostas diretamente nas páginas dos resultados, que eliminam a necessidade dos utilizadores clicarem para abrir outro site. A Bain & Company revela que 80% dos consumidores dependem agora de resultados escritos por IA, para pelo menos 40% das suas pesquisas, reduzindo o tráfego orgânico na web entre 15% a 25%.
O turismo em Portugal atingiu um novo recorde em 2024, com 27.651 milhões de euros de receitas de acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal. Este montante representa uma subida de 8,8% face a 2023, e supera em quase dez mil milhões de euros o valor de 2019, antes da pandemia de covid-19.
O estudo BStream, da Marktest, revela que a utilização de plataformas de streaming de vídeo em Portugal tem crescido de forma consistente nos últimos anos. De acordo com o estudo, existe um universo cada vez maior de consumidores de conteúdos através deste tipo de plataformas, bem como uma apetência crescente para a diversificação dos serviços a que os utilizadores acedem. De acordo com os dados da mais recente vaga referente ao período entre setembro e dezembro de 2024, metade (51%) dos subscritores destes serviços em Portugal declara assinar pelo menos duas plataformas de streaming.
|Normas
A ESOMAR partilhou com as associações nacionais, a versão revista do Código Internacional ICC/ESOMAR para Estudos de Mercado, Opinião e Sociais e Análise de Dados, sobre a primeira versão que circulou em outubro passado. Está prevista uma consulta final em abril, para posterior publicação final.
Boas leituras e reflexões!
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