|
Caro leitor,
No passado dia 28 de maio, teve lugar a formação da APODEMO sobre Boas Práticas, Riscos e Utilização Responsável da IA no Marketing. Em duas horas, explorámos não só o potencial da IA na criação de conteúdos, análise e otimização, mas sobretudo os riscos — do enviesamento à proteção de dados — e as boas práticas essenciais para garantir que a tecnologia apoia decisões, sem substituir o pensamento crítico.
A partir de 2 de agosto de 2026, as pessoas na União Europeia precisarão ser informadas quando estiverem a interagir com sistemas de inteligência artificial (IA) ou expostas a certos conteúdos gerados ou manipulados por IA.
A Comissão Europeia publicou um projeto de diretrizes sobre essas obrigações de transparência para feedback das partes interessadas, antes da adoção do AI Act.
A Comissão Europeia anunciou ainda um acordo político entre o Parlamento Europeu e o Conselho da UE para simplificar a aplicação do regulamento europeu de IA (AI Act), tornando-o mais favorável à inovação, sem reduzir as proteções para os cidadãos. Ao mesmo tempo, foi acordada a proibição de aplicações de IA que criam conteúdos íntimos ou sexualmente explícitos sem consentimento, conhecidas como apps de “nudificação”. O acordo, alcançado no passado dia 7 de maio, estabelece um cronograma claro de implementação para as regras que regem sistemas de IA de alto risco. As regras para IA autónoma usada em áreas como biometria, infraestrutura crítica, educação, emprego, migração, asilo e controle de fronteiras aplicar-se-ão a partir de 2 de dezembro de 2027. Para IA incorporada em produtos sujeitos a legislação europeia de segurança de produtos, como elevadores ou brinquedos, as regras aplicar-se-ão a partir de 2 de agosto de 2028.
No âmbito da transparência e simplificação de processos, a União Europeia vai obrigar as empresas de comércio eletrónico a simplificarem os processos de cancelamento de compras e contratos online, a partir de junho, através da introdução de mecanismos que permitam aos consumidores desistirem de uma compra “num clique”.
Esta medida prevista na Diretiva (UE) 2023/1673, pretende reforçar os direitos dos consumidores no ambiente digital, impondo novas regras sobre o desenho das interfaces online e sobre os processos de cancelamento de contratos celebrados à distância. Entre as principais novidades está a obrigatoriedade de um botão de desistência visível e acessível, durante o período legal de cancelamento. Segundo a publicação Ecommerce News, a funcionalidade deverá apresentar uma formulação clara, como “Cancelar contrato aqui” ou equivalente.
| ESTUDOS
O relatório da Ipsos, intitulado Continuidade vs. Ruptura 2026, revela que as mudanças geracionais mais relevantes atualmente resultam sobretudo de transformações demográficas e de ciclo de vida. Anível global, as taxas de natalidade estão a descer drasticamente. Atualmente em 19 das 20 maiores economias mundiais, a taxa de fecundidade encontra-se abaixo do nível necessário para assegurar a renovação geracional da população. As fases da vida estão a prolongar-se e a alterar a forma como as pessoas consomem produtos e serviços.
O Barómetro What's Next da Boutique Research mostra-nos o retrato de uma sociedade mais consciente acerca da saúde, mais interessada em prevenção e longevidade, mas também mais cansada, ansiosa e exigente. Para os portugueses, a saúde deixou de ser entendida apenas como ausência de doença. Hoje significa energia, equilíbrio mental, capacidade física, controlo pessoal e qualidade de vida.
Já o estudo da Gallup International Association (GIA), conduzido em Portugal pela Intercampus, refere que 51% das mil pessoas que participaram no nosso país dizem estar receosas com a possibilidade de serem substituídas por causa de Inteligência Artificial.
Este receio varia com a faixa etária, com 43% dos inquiridos com menos de 34 anos a dizerem-se receosos. A preocupação baixa para 39% nos trabalhadores entre os 35 e os 43 anos e volta a baixar para os 26% nos trabalhadores com mais de 55 anos.
Portugal fica acima de Itália (44%) e da Grécia (43%) e é o país da Europa Ocidental com a maior proporção de trabalhadores preocupados com a entrada de sistemas de Inteligência Artificial. Por outro lado, a Suécia (14%), a Dinamarca (15%), a Noruega (17%) e a Finlândia (20%) registam os valores mais baixos.
| NÚMEROS
Segundo a Pordata, com base em dados do INE, em 2025 residiam em Portugal 10.749.635 pessoas, mais 1.923.595 do que em 1960.
Portugal ocupava, em 2025, a 10.ª posição do ranking da população residente na UE, com 12,6% de crianças e jovens com menos de 15 anos (a 3.ª mais baixa percentagem da União Europeia) e 24,3% de pessoas com 65 ou mais anos (a 2.ª mais alta percentagem da União Europeia), ocupando o 2.º mais alto índice de envelhecimento.
| CONJUNTURA
Conforme análise do INE do final do mês de maio, o indicador de confiança dos Consumidores aumentou após ter diminuído nos três meses anteriores.A evolução do último mês resultou dos contributos positivos das perspetivas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, e, em menor grau, das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar.
Em sentido contrário, as expectativas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias registaram um contributo negativo.
O indicador de clima económico aumentou em abril e maio, após ter diminuído no mês anterior.
Os indicadores de confiança aumentaram nos Serviços, na Construção e Obras Públicas e na Indústria Transformadora, tendo diminuído no Comércio.
O indicador da Indústria Transformadora também aumentou, mas de forma ligeira, refletindo os contributos positivos das apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e das perspetivas de produção.
O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou na Indústria Transformadora e diminuiu nos Serviços, na Construção e no Comércio.
Boas leituras e reflexões!
|