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Caro leitor,
A rápida evolução da IA está a criar uma nova era de transformação digital, colocando governos, órgãos reguladores e associações empresariais, novos desafios para a adoção de boas práticas e garantia de direitos dos cidadãos.
Neste contexto, a ESOMAR foi selecionada para ajudar a elaborar o Código de Boas Práticas da União Europeia sobre o uso geral da IA. Este é um passo muito importante para a nossa comunidade. Ao representar a indústria de insights, dados e análises no desenvolvimento de legislação crítica sobre IA, a ESOMAR garante que as nossas vozes serão ouvidas ao mais alto nível.
Para acompanhar o estado da IA nos estudos de mercado e investigação, assista aqui aos vídeos e à apresentação da análise de final de ano de Ray Poynter da NewMR, uma voz destacada na importância desta tecnologia para o research.
Crispin Beale CEO, Insight250, perguntou a vários especialistas de todo o mundo quais foram as principais lições para a indústria de insights em 2024. Aceda aqui às respostas. Spoiler alert: quase todos destacam a importância da integração de tecnologias avançadas como IA para potenciar a análise de dados.
Na Europa, o European High-Performance Computing Joint Undertaking (EuroHPC) selecionou em dezembro sete consórcios para criar fábricas de IA, que irão impulsionar a inovação em IA na Europa. Trata-se de um investimento de 1,5 mil milhões de euros, combinando financiamento nacional e da União Europeia. Estas fábricas ficarão sediadas em centros de investigação e tecnologia de ponta em toda a Europa em Espanha (Barcelona), Itália (Bolonha), Finlândia (Kajaani), Luxemburgo (Bissen), Suécia (Linköping), Alemanha (Stuttgart) e Grécia (Atenas).
Entretanto, a Lei de Resiliência Cibernética entrou em vigor, fruto dos esforços da UE para proteger os seus cidadãos e empresas das ciber-ameaças.
Por cá, foi anunciado que “os tribunais administrativos e fiscais vão ter uma carta de ética para regular o uso de inteligência artificial e aprovaram um grupo de trabalho para o efeito, o qual deve apresentar resultados em fevereiro de 2025”. Este anúncio surge numa altura em que um acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa está debaixo de críticas por alegado uso de IA.
|Tendências
Com o arranque de um novo ano, é hora de balanços e muitos analistas avançam com o diagnóstico das tendências que marcaram 2024 e o que podemos esperar para 2025.
A revista AI Magazine examinou as 10 principais tendências de IA de 2024 para entender os seus desenvolvimentos e prever o que nos reserva 2025. Nesta lista estão tópicos que vão desde a IA multimodal (que combina vários tipos de dados, como texto, imagens, áudio e vídeo, para criar uma compreensão mais abrangente do mundo) até à Agentic AI (com um nível de autonomia e capacidade de tomada de decisões que a distingue dos sistemas de IA tradicionais), passando pela Procura de talentos em IA e pela Governance e ética da IA. Confira aqui.
Também a WFA – World Federation of Advertisers identificou as 5 principais questões que se colocam às marcas neste novo ano: 1. Os meios de comunicação do retalho aproximam-se da maturidade; 2. Equilibrar os compromissos de sustentabilidade com as realidades empresariais; 3. Um ano de ajuste de contas para o marketing dos produtos alimentares e do álcool; 4. A tecnologia vai aumentar a concentração nas pessoas e na cultura; 5. De volta aos fundamentos do marketing mix.
|Números
O X Index’24, estudo anual do grupo Havas CX, que entrevistou 55 mil pessoas e avaliou 525 marcas em nove países, incluindo Portugal, analisa os fatores críticos que influenciam a satisfação dos consumidores e descreve que em Portugal 77% dos consumidores já desistiram da aquisição de produtos de uma marca devido a fatores económicos e financeiros. Segundo este estudo, “os consumidores esperam que as marcas superem consistentemente as suas expectativas. A eficiência funcional, como “não perder tempo” e respostas rápidas, surgem como uma exigência básica. As marcas que combinam eficiência com inovação e envolvimento emocional destacam-se, conquistando maior lealdade.”
Segundo o INE, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu em dezembro de 2024, após ter aumentado ligeiramente no mês anterior (-15,7 em Dezembro de 2024 vs -14,5 em novembro de 2024). Os indicadores de confiança aumentaram na Construção e Obras Públicas, nos Serviços e no Comércio nos últimos dois meses, tendo diminuído de forma moderada na Indústria Transformadora nos últimos três meses. O saldo das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou em dezembro na Construção e Obras Públicas, no Comércio e, de forma expressiva, na Indústria Transformadora, tendo diminuído ligeiramente nos Serviços.
O Gabinete de Estratégia e Estudos revelou que o indicador de clima económico aumentou de 2,8 para 2,9 (%, vcs), atingindo um valor igual ao observado em março de 2019.
|Normas
A Insights Association, organismo do sector da investigação dos EUA, publicou a Declaração de Direitos do Participante, que define as proteções para quem participa em estudos de mercado, contendo 4 fundamentos principais: Transparência, Proteção da Privacidade, Equidade e Respeito e Consentimento Informado.
Esta iniciativa, para além de inovadora, salienta o compromisso da associação em promover a confiança, a transparência e o respeito entre os participantes da pesquisa e a nossa profissão.
Para saber mais sobre esta matéria participe no webinar de dia 8 de janeiro Boas leituras e reflexões! E um Excelente 2025!
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