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Caro leitor,
A Esomar acaba de lançar a AI Alliance, uma iniciativa global destinada a promover a utilização responsável da Inteligência Artificial na indústria dos dados, dos estudos de mercado e dos insights.
Esta iniciativa, que conta com a participação de investigadores, marcas, fornecedores de tecnologia, académicos e líderes empresariais, tem como objetivo desenvolver orientações, normas e boas práticas para apoiar a adoção da IA no setor, assegurando que a inovação continua assente em princípios como a transparência, a qualidade, a ética, a confiança e a supervisão humana.
Os primeiros trabalhos da AI Alliance já estão em curso. Entre os recursos iniciais contam-se um glossário sobre IA, orientações atualizadas baseadas no documento 20 Questions to Help Buyers of AI-Based Services e conteúdos formativos sobre governação da IA, normas de qualidade, dados sintéticos, gémeos digitais (digital twins) e outras aplicações emergentes. A Esomar prevê ainda organizar um conjunto de eventos e debates com a comunidade para apoiar o desenvolvimento e a adoção destes recursos.
Relembramos que a Lei de Inteligência Artificial da União Europeia (Lei de IA da UE), o primeiro regulamento abrangente de IA do mundo, atinge seu marco de fiscalização mais crítico no dia 2 de agosto, data em que a maior parte das disposições do regulamento passa a ser aplicável e em que as autoridades competentes podem começar a fiscalizar e aplicar sanções pelo incumprimento dessas disposições. Os passos práticos para empresas passam por: criar um inventário de sistemas de IA; classificar cada sistema por nível de risco; concluir avaliações de conformidade; realizar avaliações de impacto sobre direitos fundamentais; implementar medidas de transparência e registar sistemas no banco de dados de IA da EU.
A Comissão Europeia lançou a plataforma Passaporte Digital do Produto (Digital Product Passport – DPP), uma iniciativa que disponibiliza informação sobre todo o ciclo de vida dos produtos, desde a sua produção até ao fim de vida. A plataforma reúne também informação sobre o calendário de implementação do DPP, as obrigações aplicáveis aos diferentes setores de atividade e os recursos de apoio disponibilizados pela Comissão Europeia para facilitar a sua adoção.
A plataforma funcionará como um ponto central de informação para empresas, autoridades públicas, consumidores e restantes intervenientes da cadeia de valor, disponibilizando um conjunto de dados estruturados e facilmente acessíveis sobre cada produto. Entre as informações disponibilizadas incluem-se a sua origem, o impacto ambiental, a reciclabilidade, o potencial de reutilização dos seus componentes por outras cadeias de valor e o percurso efetuado ao longo da cadeia de valor, promovendo uma maior transparência e contribuindo para uma economia mais circular e sustentável.
O passaporte digital para produtos (DPP) ajudará os consumidores a aceder a informações mais fiáveis, comparáveis e transparentes sobre os produtos colocados no mercado da EU.
A Comissão Europeia aplicou à Google uma coima de 460 milhões de euros e outra de 430 milhões de euros por incumprimento da Lei dos Mercados Digitais (DMA), por concluir que esta dá preferência aos seus próprios serviços na Pesquisa Google— nomeadamente nas áreas do comércio, hotéis, transportes e resultados desportivos — em detrimento dos serviços de terceiros e por impor restrições às empresas que encaminham os consumidores para canais de compra alternativos, muitas vezes mais baratos, no Google Play (desvio de tráfego).
A Comissão Europeia enviou ainda ao TikTok as suas conclusões preliminares, segundo as quais as contas de menores na plataforma não cumprem os padrões de segurança exigidos pela Lei dos Serviços Digitais (Digital Services Act – DSA), em conformidade com as orientações europeias em matéria de proteção de menores. Caso a infração seja confirmada, a plataforma poderá ser alvo de uma coima de até 6% do seu volume de negócios anual mundial, conforme previsto no DSA.
| ESTUDOS
De acordo com o relatório Business Evidence de 2026, o mercado do Reino Unido de investigação bateu o recorde de 18,7 mil milhões de libras em Valor Acrescentado Bruto, representando cerca de 0,7% a 0,8% da economia britânica. O setor emprega aproximadamente 350 mil profissionais e tem um impacto económico superior ao da indústria editorial e mais do dobro da indústria musical do país. O relatório destaca ainda o papel de liderança desempenhado pelo setor de investigação do Reino Unido na orientação das empresas face às recentes mudanças económicas, tecnológicas e políticas.
| CONJUNTURA
Conforme análise do INE do final do mês de julho o indicador de confiança dos Consumidores aumentou entre maio e julho, após ter diminuído nos três meses anteriores.
A evolução do último mês resultou dos contributos positivos das perspectivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes pelas famílias.
O indicador de clima económico diminuiu tenuemente em julho, após ter aumentado nos dois meses anteriores.
O indicador de confiança dos Serviços também diminuiu em julho.
O saldo de respostas às expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu em todos os setores, no Comércio, na Indústria Transformadora, nos Serviços e na Construção.
Boas leituras e reflexões!
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