15º Congresso APODEMO
CONSUMIDOR AVATAR
Novas regras no consumo, Novas regras para seduzir o consumidor
Nos
dias 22 e 23 de Junho, terá lugar na Fundação
Cidade de Lisboa o nosso 15º Congresso subordinado ao tema:
CONSUMIDOR AVATAR - Novas regras no consumo, Novas regras
para seduzir o consumidor.
Num contexto de mudanças nos estilos de vida, de emergência
de novos padrões de consumo, de reajustamento de valores,
de adequação das indústrias às novas
condições do mercado, o interesse por estudos que
expliquem, que ajudem a prever e a construir novas oportunidades
é crescente.
No Congresso pretende-se debater/analisar estes temas.
Os 2 Painéis que propomos pretendem dar, de forma bastante
ampla, motes possíveis para o enquadramento das diferentes
apresentações.
Painel 1: Consumidor Avatar – Diferentes papéis,
estilos de vida e padrões de consumo
Nos últimos anos assistimos a uma ruptura dramática
dos paradigmas de percepção e compreensão
dos consumidores, seus contextos de compra e consumo. A realidade
está mais dinâmica, complexa e interligada, sendo
por isso essencial estudar o consumidor de uma forma holística
- para perceber a relação do indivíduo com
os produtos e marcas torna-se essencial aprofundar e relacionar
as suas vivências na esfera pessoal, privada e social, compreender
os diferentes papéis que desempenha nestes contextos, umas
vezes “complementares” outras vezes “sobrepostos”
e por vezes, mesmo, conflituantes.
Conhecer os novos estilos de vida, aprofundando e integrando
diferenças geracionais marcantes, é já um
imperativo - neste domínio continuamos a evoluir na relação
com as novas (e velhas) tecnologias, tendo já alterado
profundamente atitudes e comportamentos de compra, de consumo
de media e de relação com as marcas. No entanto,
o tema dos estilos de vida, não se fecha nas novas tecnologias
e poderá explorar também novas formas de lazer,
de vivência do espaço real, dentro e fora de casa.
Ao nível de padrões de compra os últimos
15 meses fizeram provavelmente “nascer” um novo consumidor,
com menos rendimento ou mais direccionado para a poupança,
mais multifacetado e informado, mais consequente, certamente,
mais volátil. Actualmente é ainda mais pertinente
aprofundar a importância do factor preço, os critérios
de qualidade percebida e aceite para produtos, categorias e marcas
(próprias e de fabricante).
Painel 2: As fronteiras (In)definidas dos Estudos de
Mercado
Com este painel pretende-se fazer uma reflexão sobre as
fronteiras da actividade de Estudos de Mercado. As empresas de
Estudos de Mercado estão num ponto fulcral do seu desenvolvimento
e enfrentam inúmeros desafios. Têm a possibilidade
de alargar a sua esfera de influência, numa perspectiva
mais vertical, reposicionando-se num espaço que, retomando
a tradicional denominação se poderia chamar "consultoria",
ou deixarão esse espaço aberto a outros players.
Um outro alargamento de influência possível, numa
perspectiva mais horizontal, seria identificar novas necessidades
de informação decorrentes das novas actividades
e necessidades das empresas, seja ou não Marketing, e ganhar
novas capacidades de resposta (ex: sofisticação
de técnicas de Web analytics, Formação como
forma de disseminação de conhecimento sobre o consumidor
e mercado junto dos colaboradores da organização,
etc...).
É um tema já debatido em outros momentos, mas que
ganha renovada relevância numa conjuntura em que muitos
clientes sofrem recessões e cortes nos seus orçamentos,
e em que se torna necessário reinventar processos para
a obtenção de informação.
Muitos são aqueles que afirmam que aos Estudos de Mercado
lhes falta um maior grau de envolvimento activo na tarefa de traduzir
resultados em estratégia, e estratégia em acção.
Neste sentido, as empresas de Estudos de Mercado terão
que ir além de meros produtores de pesquisa e actuar também
como consultores. No fundo, estamos a falar da criação
de um modelo de posicionamento das empresas de Estudos de Mercado
onde existiria uma intersecção entre pesquisa, consultoria
e criatividade. Isto pode pressupor a criação de
novas competências e renovação a vários
níveis, quer ao nível de recursos humanos, metodologias,
R&D, etc. Estarão as empresas de Estudos de Mercado
preparadas para isto? Devem redefinir-se neste sentido? Terão
capacidade de investir neste sentido? Estarão os clientes
predispostos a pagar por este alargamento da esfera de acção,
quando muitas vezes os Estudos de Mercado ainda são vistos
como um custo e não como um investimento? O que já
é feito actualmente? Preferem os clientes que este tipo
de serviços alargados seja feitos por outro tipo de parceiros,
tais como agências de publicidade, consultoras, gabinetes
de comunicação e estratégia ou outro tipo
de fornecedores, ou muitas vezes internamente?
Para finalizar teremos um Painel de Debate, que contará
com o contributo de diversos players para nos contarem as suas
experiências empresariais, na necessidade que tiveram de
reinventar os seus modelos de negócio.
Para além dos momentos de trabalho teremos também
o nosso habitual jantar convívio no final do 1º dia.
Por todas estas razões contamos com a sua presença.
A Comissão Organizadora do 15º. Congresso
Marina Petrucci (Direcção da Apodemo)
João Bento (Direcção da Apodemo)
Fernando Pereira Bastos (Consultor)
Isabel Dias (Grupo Auchan)
Tiago Cabral (Netsonda)
Cristina Alves (Santander Totta)
Lúcia Lima (Unilever JM)
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